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Todos os anos, cada um de nós, descarta 10 kilos de roupa

por Mäyjo, em 07.03.19

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Uma T-shirt pesa 150 gramas e sua produção consumiu cerca de 2000 litros de água, emitiu tanto COcomo um carro que percorreu uma distância de 40 km e ainda levou o uso de pesticidas e outros produtos químicos em cima. E uma pessoa, em média, na terra descarta o equivalente a 70 camisetas todos os anos.

Devemos lavar apenas a roupa metade das vezes e deixar as roupas viverem o dobro do tempo.

E para fazer isso, temos que pensar em maneiras de deixar a roupa fresca por mais tempo. A empresa sueca Polygiene, encontrou uma solução: tratar os têxteis para que as bactérias não se reproduzam no vestuário. Basicamente, as roupas mantêm-se tão limpas quanto estavam quando você as coloca - então a lavagem torna-se mais uma questão de remover manchas e coisas assim. Mas vemos que quando o mau cheiro está fora da equação, a necessidade de lavar diminui drasticamente.

E, claro, as roupas que não são lavadas muitas vezes mantêm as cores e, em outros aspetos, mantêm-se novas por mais tempo. O mercado de roupa em segunda mão também está cada vez mais presente no dia-a-dia, pelo menos para algumas pessoas que querem fazê-lo…

Precisamos de mudanças drásticas. Essa é a nossa contribuição.

 

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publicado às 15:31

Exposição ambiental a tóxicos pode desencadear demência

por Mäyjo, em 02.03.18

Pode haver uma relação directa entre a exposição a produtos tóxicos e o desenvolvimento de estados de demência como a doença de Alzheimer. O alerta é lançado por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro, que liderou um estudo pioneiro agora divulgado.

 

Segundo os responsáveis da investigação, quanto maior for a presença de elementos potencialmente tóxicos no organismo pior será o desempenho cognitivo. Realizado com um grupo de idosos de Estarreja, o trabalho da UA vai mais longe: os participantes com demência foram mesmo os que tinham no organismo valores mais elevados de alguns metais, como o alumínio e o cádmio.

Coordenado pelas investigadoras Marina Cabral Pinto e Paula Marinho Reis, da unidade de investigação Geobiociências, Geoengenharias e Geotecnologias (GeoBioTec) da UA, a investigação pretendeu esclarecer o nível de impacto que a exposição ambiental a elementos potencialmente tóxicos tem no desempenho cognitivo. Para tal, foi escolhido um grupo de mais de 100 adultos e idosos, com uma idade superior a 55 anos, e residentes permanentes em Estarreja, uma cidade inserida numa área industrializada.

Alumínio, cádmio, cobre, chumbo, zinco e mercúrio foram alguns dos elementos químicos que as investigadoras analisaram na urina, sangue e cabelo dos cem participantes no estudo e aos quais foram realizados vários testes cognitivos.

Os resultados revelaram que os participantes com pior desempenho cognitivo, equivalente a um estado de demência, apresentavam valores mais elevados de alguns elementos potencialmente tóxicos. “Para já esta é uma relação que resulta apenas dos modelos estatísticos obtidos e é necessário garantir que não se trata de um resultado fortuito”, afirmou a investigadora Marina Cabral Pinto.

O que provoca então a demência? Apesar do vasto investimento científico e dos muitos progressos conseguidos pela comunidade científica, a demência continua sem ter um tratamento curativo e as causas deste declínio cognitivo não são totalmente conhecidas. Factores como a idade e aa exposição ambiental a elementos potencialmente tóxicos “têm sido sugeridos como estando associados ao aumento de risco de desenvolvimento de demência e da doença de Alzheimer durante o envelhecimento”.

Para já este estudo vai avançar para novas paragens, com a equipa de investigação a estabelecer uma parceria com a Universidade de Cabo Verde.  “A realização do projecto em Cabo Verde vai ser muito importante, pois temos ilhas com maior potencial de exposição, como a ilha de Santiago, mas temos outras em que não há fontes de poluição conhecidas, como a ilha do Maio, por exemplo”, antecipa Marina Cabral Pinto. Será “muito interessante, verificar se há ou não diferenças no desempenho cognitivo dos idosos em ambientes tão diferentes”.

“Acreditamos que uma nova plataforma de dados que combine dados geoquímicos, epidemiológicos, sociológicos, neurológicos e neuropsicológicos possa melhorar a nossa compreensão da relação entre a exposição ambiental e os factores promotores do declínio cognitivo”, concluem as investigadoras.

Foto: via Creative Commons 

Fonte: Greensavers

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publicado às 06:51

Ambientalitas organizam limpeza de praia no próximo fim de semana

por Mäyjo, em 05.12.17

No próximo dia 9 de Dezembro, a associação ambientalista Quercus irá organizar uma limpeza na Praia do Inatel em Albufeira com a colaboração da Straw Patrol e a Pata Ativa – Associação de Defesa dos Animais e da Natureza de Albufeira. Proteger, conservar e respeitar a vida marinha e as nossas praias são as palavras chave desta iniciativa, que decorrerá entre as 11 e as 13 horas.

 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14) das Nações Unidas visa proteger a vida marinha e tem como propósito “prevenir e reduzir significativamente a poluição marítima de todos os tipos, especialmente a que advém de actividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes, até 2025.”

 

Via Green Savers

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publicado às 06:15

ESA VAI LANÇAR SATÉLITE PARA MONITORIZAR POLUIÇÃO AMBIENTAL

por Mäyjo, em 01.07.17

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A Agência Espacial Europeia (ESA) deverá lançar o Sentinel 5P para o espaço em Setembro ou Outubro próximos A sua missão? Procurar todo o tipo de gases poluentes, como o metano (proveniente maioritariamente da actividade agrícola) ou o dióxido de nitrogénio (combustíveis fósseis, e até fogos florestais), entre muitos outros.

 

O Sentinel-5P será ainda capaz de monitorizar a concentração de cinzas vulcânicas, contribuindo para a segurança aérea, ou de alertar para níveis elevados da radiação UV, que podem causar cancro da pele e irá mapear o planeta diariamente. Conseguindo inclusivamente monitorizar os níveis de poluição país por pais, de forma individual. Esses dados podem depois ser comparados com os declarados por cada país, para que não existam “desvios”.  

Mas se o satélite agora lançado já consegue fazer tudo isto, não deixa de ser apenas apenas um dos elementos de um programa mais vasto de observação terrestre. Quando estiver totalmente operacional, o Programa Copérnico vai incluir 20 missões diferentes, entre as quais estão 15 satélites dedicados e 5 módulos montados noutros satélites.

Passaremos assim a ter acesso a um conjunto muito mais vasto de dados e em tempo real, algo que não tem paralelo hoje em dia,  que permitirão assim gerir muito melhor qualquer política ambiental. O director dos Programas de Observação Terrestre na ESA, Josef Aschbacher, refere a propósito que “nunca existiu um programa assim no mundo”, pelo que os “outros parceiros, como os Estados Unidos, procuram já parcerias com a UE para ter também acesso a estes dados.”  

Foto: ESA

 

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publicado às 06:07

6 MITOS SOBRE A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

por Mäyjo, em 25.05.17

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A poluição atmosférica é uma das grandes preocupações das últimas décadas, globalmente, e tem ganhado cada vez mais importância nas estratégias dos países de combate à poluição e transição para uma economia verde.

 

Ciente deste facto, o site Planeta Sustentável elencou seis dos mitos sobre a poluição do ar. Porque, muitas vezes, somos mal informados sobre o que se passa realmente à nossa volta.

1.A poluição do ar só nos afeta quando estamos na rua

Quando os níveis de poluição estão altos na rua, eles podem ficar altos também dentro de casa (ou do trabalho). As pessoas, de uma forma geral, passam cerca de 90% de seu tempo em ambientes fechados. Mas nem por isso elas se devem deixar de preocupar com a qualidade do ar na cidade.

2.Só teremos problemas se ficarmos expostos à poluição durante muito tempo

Não há um período seguro para a exposição a poluentes, uma vez que isso também depende da quantidade de poluição a que o organismo é exposto. É possível termos problemas de saúde por causa da exposição a partículas poluentes de períodos longos, como um ano, a períodos muito curtos, como de uma a 24 horas.

3.Poluição só é nociva para quem tem problemas respiratórios

Todos podemos ser afectado pela poluição do ar, incluindo as pessoas com doenças cardíacas, adultos e crianças. Se a qualidade do ar estiver classificada como má, estes riscos são ainda maiores e podem ter alvos mais abrangentes.

4.A poluição está no ar e não posso fazer nada para me proteger

Se, por um lado, é verdade que a poluição chega também aos ambientes internos, como já vimos no mito número 1, também é verdade que ela é maior na rua. Assim, podemos utilizar os indicadores de qualidade do ar para controlar as actividades ao ar livre. Em dias de má qualidade, é preferível ficar mais em casa ou no escritório.

5.Se não andar de carro, não contribuo para a poluição do ar

Vários aparelhos que todos nós usamos no nosso dia a dia contribuem para a poluição do ar. Um laptop, por exemplo, emite 12 gramas de poluentes por hora ligado, enquanto um LCD produz 88 gramas. A calça de ganga que usamos enviou seis quilos de gás carbónico para a atmosfera para ser produzida, e os nossos sapatos (um par só!) atiraram 11,5 kg. Por isso é tão importante reduzir o consumo.

6.Lidar com a poluição é coisa para os governos e as autoridades internacionais

Sim, de facto esta é uma posição cómoda. Mas está longe de ser verdade. Podemos adoptar medidas simples para contribuir com uma menor geração de agentes poluentes. Para começar com o óbvio, podemos trocar o carro pelos transportes coletivos – pelo menos algumas vezes por semana mas, quanto mais, melhor -, pela bicicleta ou por caminhadas são uma enorme ajuda. Além disso, o consumo consciente também é uma grande atitude.

Outra coisa que está ao nosso alcance é plantar árvores e mudas de plantas. Sim, elas ajudam mesmo: uma árvore plantada neutraliza a emissão de poluentes da produção de sete livros; cinco mudas de árvores absorvem gás carbónico equivalente à produção de três pares de sapatos; e 30 árvores compensam o uso de um portátil ligado direto durante dois anos.

Foto: T-Town Photo Booth / Creative Commons

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publicado às 22:16

INVESTIGADORES DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO CRIAM “CHÁ” DE GRAFENO PARA EXTRAIR METAIS PESADOS DA ÁGUA

por Mäyjo, em 20.05.17

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À primeira vista parecem saquetas de chá e, na verdade, são. Mas ao contrário do que poderia pensar, estes saquinhos não servem para fazer infusões mas sim para descontaminar águas contaminadas com metais potencialmente tóxicos, como o mercúrio. Dentro das saquetas não há, por isso, folhas nem flores, mas óxido de grafeno, que os investigadores da Universidade de Aveiro (UA) descobriram ter a capacidade de purificar a água.

 

Os estudos feitos pela equipa de cientistas demonstraram que, com apenas dez miligramas de óxido de grafeno por cada litro de água contaminado com 50 microgramas de mercúrio, foi possível remover, ao fim de 24 horas, cerca de 95% desse metal perigoso para o ambiente e para a saúde humana.

“Não existe no mercado um produto que apresente as características deste”, assegura a coordenadora da equipa, Paula Marques, do Departamento de engenharia Mecânica da UA, cita o jornal online da instituição. “Foi já efectuada uma experiência comparativa com carvão activado, o material mais comummente utilizado para este tipo de aplicações, tendo o óxido de grafeno mostrado uma eficiência muito superior”, acrescenta a investigadora.

O novo produto foi apresentado no final de Junho na Semana Internacional do Grafeno 2015, em Manchester, e encontra-se já patenteado, tendo suscitado o interesse de algumas empresas portuguesas. Além da elevada eficiência na remoção de metais pesados da água, a principal vantagem do produto é a facilidade de síntese e o baixo custo de produto. Obtido a partir da exfoliação química da grafite, o óxido de grafeno pode ser produzido em grande escala.

O sistema inovador desenvolvido pela equipa de cientistas da UA – que além de Paula Marques é composta por Gil Gonçalves, Mercedes Vila, Bruno Henriques e Maria Eduarda Pereira – pode ser aplicado em locais sem infra-estruturas específicas para descontaminar águas com metais, nomeadamente o mercúrio, o cádmio e o chumbo. Basta colocar os saquinhos e retirá-los puxando pelo fio quando a limpeza estiver concluída.

“A ideia dos saquinhos de chá surgiu como forma simples, barata e eficaz para suportar a espuma de óxido de grafeno”, explica Paula Marques, indicando ainda que este suporte evita a dispersão das partículas de óxido de grafeno, que têm tendência a desagregar-se na água.

Esta nova aplicação ambiental para o grafeno dos investigadores da UA pode vir a ajudar a resolver o problema global da água contaminada com metais tóxicos, que é libertada nos sistemas aquáticos do planeta, pois nem os sistemas de descontaminação mais avançados e caros conseguem taxas de remoção como os saquinhos de chá de grafeno.

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publicado às 22:09

CHINESES INSTALAM EM PEQUIM TORRE QUE SUGA POLUIÇÃO

por Mäyjo, em 16.02.17

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Aflitos com os níveis impressionantes de poluição alcançados no país, os chineses decidiram instalar uma torre de sucção em Pequim, uma das cidades mais irrespiráveis do planeta.

Será esta uma solução viável? As opiniões dividem-se.

 

Foi o desespero que levou os chineses a experimentar esta criação do gabinete de arquitectura e tecnologia holandês Studio Roosegaarde. A Smog Free Tower foi instalada em Pequim e segundo o ministro da Protecção Ambiental chinês, o ar que circula à sua volta está 55% mais limpo. No espaço de 40 dias a torre é capaz de filtrar cerca de 30 milhões m3 de ar, afirma Roosegaarde, a sua construtora.

E o que fazer com a poluição que é sugada pela torre? A verdade é que não se conhecem informações detalhadas sobre o funcionamento da torre e as estatísticas divulgadas pelo governo chinês são de difícil confirmação.

O melhor mesmo seria os chineses reduzirem drasticamente as emissões de CO2. Entretanto a Smog Free Tower, que é uma estrutura móvel, vai circular por outras cidades chinesas para exibir os seus talentos.

 

Foto: Studio Roosegaarde

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publicado às 12:52

QUERCUS PEDE INVESTIGAÇÃO SÉRIA À INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

por Mäyjo, em 15.02.17

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A associação ambientalista Quercus vai pedir às autoridades europeias e nacionais que investiguem “de forma séria” os consumos de combustível anunciados pela indústria automóvel. Esta decisão surgiu na sequência da divulgação de um relatório que acusa os construtores automóveis de falsear esses dados.

 

As conclusões de um relatório da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, organização que integra a associação ambientalista portuguesa Quercus, indicam que os automóveis gastam em média mais 42% de combustível do que é anunciado pelos fabricantes, nomeadamente a Mercedes Benz. Esta revelação levou a associação ambientalista Quercus a reagir, anunciando que vai pedir uma investigação séria ao consumo de combustível automóvel às autoridades competentes.

A Quercus pretende que esta investigação seja alargada a todos os fabricantes, “para se saber o que se está a passar”. Este pedido, segundo presidente da associação ambientalista, João Branco, será dirigido à Comissão Europeia e às autoridades nacionais de homologação de veículos.

Entre outras coisas, o que a Quercus pretende apurar é se as marcas “estão a usar dispositivos que manipulam os resultados de laboratório ou se os testes de laboratório estão a ser corretamente elaborados e refletem depois o que vai acontecer no consumo”. Segundo João Branco este estudo já é feito há três anos e compara os consumos dos automóveis em situações reais, em trânsito, com o consumo que é anunciado pelos fabricantes e obtido através de testes em laboratório.

“O que se passa é que se verificou que os carros em situações reais, no trânsito, consomem muito mais do que aquilo que é anunciado pelos fabricantes e que é medido por eles. Além disso, essa diferença está a aumentar. Nos últimos três anos estes valores têm vindo a subir e este ano atingiu-se valores superiores aos anteriores”, sublinhou.

João Branco adiantou ainda que a diferença média de valores é de 42%, embora existam marcas que ultrapassam os 50%, chegando algumas aos 56%. “O que isto quer dizer é que quando um carro é anunciado como estando a gastar seis litros aos 100 quilómetros, na realidade está a gastar nove litros aos 100. Portanto, está a haver uma despesa, uma ignição e poluição que o cidadão julgava que não ia acontecer”, frisou.

Esta diferença do consumo é, na opinião do ambientalista, “inexplicável”.

Foto: Vulco.pt

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publicado às 12:51

QUERCUS INSATISFEITA COM FALTA DE AMBIÇÃO DAS METAS EUROPEIAS

por Mäyjo, em 09.02.17

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A associação Quercus criticou a nova diretiva europeia sobre as metas de redução de poluentes atmosféricos. Segundo os ambientalistas a pouca ambição das autoridades europeias, envolve riscos para as populações.

 

Em comunicado a associação ambientalista Quercus reagiu à diretiva aprovada em dezembro passado pelo Conselho Europeu sobre as metas de redução de poluentes atmosféricos a nível nacional. Os ambientalistas consideram-na “pouco ambiciosa” e por isso de molde a pôr “a vida das populações em risco”.

A preocupação “com as metas de sustentabilidade europeias” é, segundo afirmam, “diminuta”, o que revela “incapacidade de dar uma verdadeira resposta aos problemas das populações”, sublinham no comunicado.

Na opinião da Quercus, a nova diretiva – que entrou em vigor no dia 31 de Dezembro – é “uma oportunidade perdida no sentido de serem dados passos firmes e efectivos no caminho de uma sociedade europeia e mundial que se pretende com elevados padrões de sustentabilidade, qualidade do ar e saúde pública”. Por este motivo a associação apela ao governo português para que seja mais ambicioso do que Bruxelas, aquando da transposição da diretiva europeia para o direito nacional.

Foto: via Creative Commons 

 

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publicado às 12:37

DEZ COISAS QUE NUNCA DEVE MANDAR PELA SANITA

por Mäyjo, em 29.01.17

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Todos sabemos que as toalhitas de bebé não devem ser atiradas pela sanita, mas existem outros produtos, objectos ou entidades alimentares que são encontradas, todos os anos, nos esgotos da cidade de Londres, Inglaterra.

 

Fique com uma lista de objectos mais – e menos – óbvios que não deve enviar, em nenhuma situação, pela sanita abaixo.

 

1.Gordura alimentar

Atirar gordura alimentar pela sanita abaixo é pôr-se em problemas – e às entidades gestoras das águas, também. Quando misturada com toalhitas de bebés e outros detritos, a gordura torna-se numa entidade quase indestrutível – a que os britânicos chamam Fatberg – provocando graves problemas nos nossos esgotos.

 

2.Preservativos

Não é fácil enviar um preservativo pelo esgoto abaixo, mas há muitas pessoas que o conseguem. Segundo Simon Evans, da Thames Water – que gere os esgotos de Londres – os preservativos podem ser vistos a boiar nos esgotos e têm de ser retirados à mão.

 

3.Animais de estimação

Não é brincadeira. Nos esgotos podem ser vistos peixes, atirados pelas pessoas que os compram e, depois, se fartam deles, mas também hamsters e ratos-do-deserto.

 

4.Fraldas

Se enviar um preservativo pela sanita é difícil, uma fralda é muito mais difícil. Ainda assim, há quem o consiga fazer.

 

5.Partes do corpo humano

Há bocados de dedos, dedos inteiros e até mãos nos esgotos de Londres.

 

6.Cotonetes e tampões

Ambos não se decompõem e podem formar bolas de algodão durante meses ou anos, bloqueando os esgotos. Depois, têm de ser retirados à mão.

 

7.Carros

Um dia, metade de um Mini foi retirada dos esgotos. É raro, mas aconteceu.

 

8.Tinta e resíduos de construção

A tinta é mais um produto que, claramente, não faz parte do esgoto nem do que vai pela sanita abaixo. Mas não é incomum lá aparecer.

 

9.Drogas

Sobretudo seringas, que para além de pouco higiénicas podem provocar graves lesões a quem anda pelos esgotos.

 

10.Comida

Se um pedaço de pão não causa problemas de maior, o mesmo não acontece se pedaços de osso ou até de um caroço de uma maçã forem enviados pela sanita.

 

Foto: Inga Munsinger Cotton / Creative Commons

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publicado às 12:19


Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

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